Uma verdadeira revolução digital vem ocorrendo em várias frentes do mercado de seguros.
I.O.T, Realidade Aumentada, Blockchain, AI, Bots, VR e outras siglas e nomes irão transformar o seguro como é hoje em algo totalmente novo.
Porém, eu gostaria de abordar um tema mais prático e que vem chamando a atenção, a preocupação em tornar o processo de compra mais ágil e desburocratizado.
No mundo da tecnologia, há sempre a preocupação do processo de compra ser o mais fluído possível. Tal fenômeno tem até nome: processo de compra sem atrito (“Frictionless” shopping) e a Amazon tem surpreendido neste quesito. Vale assistir o vídeo “https://www.youtube.com/watch?v=NrmMk1Myrxc” para se ter uma ideia de como será fazer mercado no futuro.
Já o mundo do seguro sempre foi muito burocrático e centrado no processo de contratação. “Perfil do Segurado”, “Questionário”, “Proposta de Adesão”, “Inspeção”, “Declaração” e outros tipos de instrumentos são largamente utilizados para a aceitação dos riscos, regulação dos sinistros e cumprimento de obrigações regulatórias.
A transformação no processo de contratação será uma quebra de paradigma interessante de acompanhar, mas vejo cada vez mais disposição dos agentes do mercado em transformar o processo de compra mais agradável para o segurado. Em 2012, quando lançamos o Protector (www.argo-protector.com.br) já tínhamos a preocupação em ser mais eficiente e o nosso principal mote foi que o Segurado não demoraria mais que 5 minutos para fazer todo o processo de compra e obter sua apólice.
Com as novas tecnologias e a nova concorrência, cada etapa do processo de contratação deverá ser cuidadosamente revisado e onde for possível dispensar o segurado de preencher algum campo, clicar em outro botão, fazer “uploads”, esperar confirmação e etc, será um ganho competitivo real para se manter no mercado.
Portanto, entendo que a era da burocracia no mercado de seguros definitivamente acabou e fica a pergunta de qual será o impacto, em quanto tempo e quem serão os mais impactados de um nova etapa onde a contratação terá papel bem menor no ecossistema. A única resposta que eu arrisco é que os mais beneficiados serão os segurados.
Publicado em 31/08/2017 – Linkedin Roberto Uhl